Cuidados com a bola

Guardar a bola no lugar errado é o que mais fura ela (e ninguém sabe)

Porta-malas, embaixo da cama, no sol: onde você guarda a bola pode estar furando ela antes mesmo da pelada.

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Porta-malas, embaixo da cama, no sol: onde você guarda a bola pode estar furando ela antes mesmo da pelada.

Você chuta, joga, sua a camisa inteira e, no fim do jogo, faz o que todo mundo faz: joga a bola no porta-malas do carro, debaixo do banco, ou deixa ela largada no quintal até o próximo rolê. Parece inofensivo. Mas é exatamente aí que a maioria das bolas começa a furar — bem antes de qualquer chute forte ou pisão sem querer.

A gente sempre culpa o gramado ruim, o pedregulho escondido ou aquele zagueiro que trava igual um trator. Mas o desgaste que mais aparece no dia a dia não vem do jogo. Vem do descanso.

O que acontece quando você guarda a bola errado

A bola é feita de camadas: capa externa (PU, PVC ou couro sintético), uma bexiga interna de látex ou butil que guarda o ar, e às vezes uma manta entre as duas. Cada uma dessas camadas reage diferente ao calor, à pressão e ao tempo. Guardar mal a bola acelera o desgaste de três formas principais:

  • Calor excessivo — porta-malas de carro no sol, parte de cima do guarda-roupa perto de janela, telhado. O calor faz o ar interno expandir e a válvula e as costuras trabalharem sob tensão constante, mesmo sem ninguém tocar na bola.
  • Peso por cima — bola embaixo de mochila, chuteira, ou pilha de coisas no armário. Isso deforma a bexiga interna e enfraquece pontos específicos da costura, criando um "ponto fraco" que vai furar num chute qualquer, achando que foi "má sorte".
  • Umidade — quintal, garagem aberta, sacola de plástico fechada depois do jogo com a bola ainda suada. Isso ataca a válvula e o material da capa a longo prazo, deixando ela porosa e perdendo pressão sozinha, sem furo visível.

O resultado: a bola murcha do nada, ou fura num lugar que "não fazia sentido", tipo no meio da capa sem ter batido em nada. Não é falha do material. É o histórico de maus-tratos guardado se manifestando.

Por que remendo e super cola não resolvem esse tipo de furo

Quando o furo vem de desgaste por armazenamento errado, ele geralmente não é um buraco limpo — é uma rachadura fininha, quase invisível, na costura ou na capa. Remendo de bicicleta não cola em superfície curva e flexível como a de uma bola, descola no primeiro treino. Super cola resseca, endurece o material ao redor e faz a rachadura crescer em vez de estancar. Você tampa hoje, ela reabre na quinta-feira que vem.

Como guardar a bola do jeito certo

Não tem segredo nem custo. É mudar o hábito:

  • Guarde num lugar seco e à sombra — armário, canto do quarto, dentro de casa mesmo.
  • Nunca deixe embaixo de peso: nem mochila, nem outras bolas empilhadas, nem chuteira em cima.
  • Depois do jogo, seque a bola antes de guardar se ela estiver suada ou molhada de chuva.
  • Evite porta-malas e parte de trás do carro como "guarda permanente" — tudo bem levar pro jogo, mas não deixar morando lá.
  • Se for ficar parada por semanas (fim de temporada, férias), solte um pouco o ar pra tirar a pressão constante da bexiga e das costuras.

E quando já furou?

Se o estrago já foi feito e a bola já murchou ou rachou, dá pra resolver rápido sem jogar ela fora. O Cola Bola foi feito pra esse tipo de furo — de bexiga, costura ou capa — com uma cola própria pra material de bola esportiva, que resiste ao movimento e à pressão do jogo, diferente da super cola comum. É aplicar, esperar secar e voltar pra pelada.

O kit sai por R$ 36,90, dá pra resolver em casa mesmo, sem enrolação. Se sua bola já tá dando sinal de furo por causa do descanso maltratado, dá uma olhada lá no colabola.com.br antes de pensar em comprar uma nova.

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